terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

efêmero tempo

quase nove meses de irlanda. uma gestação. um parto. uma vida. na maior da verdade tudo isso e muito mais. uma gestação, muitos partindo e muitos chegando, vários adeus doloridos e vários esboços de sorrisos no primeiro 'olá', muitas novas pessoas, almas e peles. e se eu pudesse escrever com tinta em mim mesma as tantas histórias e experiências daqui, estes nove meses já me deixariam rabiscada o suficiente para não se ver sequer um pedacinho cor de pele de mim [#budaspeste-chicobuarque].
tempo suficiente para eu ser a maior, ter o melhor, enxergar ao mais longo caminho, sentir o mais intenso, saber de verdades, ter certezas exatas [sim, 'certezas exatas'] sobre cursos e passos percorridos e a serem percorridos. distância idem para dizer o que deve ser dito, estar presente mesmo que ausente, gargalhar enquanto algumas lágrimas caem e o peito dói de alegria e tristeza no mesmo exato instante.
nove meses que me fazer querer dezoito, duas gestações. mais vidas, mais calor. mais gente, mais palavras, mais verde. multiplico meu hoje por dois e é o que quero. maio é pouco, é frio, perto. fico por mais um instante que perdura por este ano até ter meu corpo completamente coberto por minhas vontades e sabores e apressado para abraçar o que é meu, mas não sou eu.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

monasterevin co. kildare, ireland -

em monasterevin, co. kildare. primeiras imagens longe de zublin. ano novo, vida nova. o negócio agora é trabalhar e aprender inglês com uma criança..rs


chloe dando um "oi" pra pauline..rsssss
uma gracinha de menina, fala pra caramba e não dá um pingo de trabalho :)
[hi pauline! did you like my tinker bell pajamas? how are you? i hope you´re having a nice time, and i love you. smack smack.]




no caminho da escola da chloe tem esse riozinho. hoje, 18-01-2011 amanheceu congelado! aff, assim como minhas mãos e rosto..ahahha

neve em vídeo

algumas imagens da neve no natal de zublin. muito bonito, muito legal conhecer, ótimas fotos, ótima paisagem. mas meia hora depois da neve começa o caos...rs

indo buscar meu presente de natal dado por mim mesma =), cds..



a caminho da 'festinha' de natal

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

coldplay

meus companheiros de estudos. completamente apaixonada!

domingo, 2 de janeiro de 2011

2010 e fim. 2011 pra mim.

não teria como deixar de escrever uma linha sobre 2010. ano do tudo e do nada. do nada e do tudo.
é assim! sim, estar aqui, outro continente, oceano, língua e tudo mais, faz revirar a cabeça. quando feliz, é a pessoa mais feliz do mundo. assim acontece com a tristeza, indecisão, riqueza, pobreza, amor, amizade, com exatamente tudo. sair do mapa do brasil faz isso. por isso 2010 foi assim tão intenso.
ano de mudança e conhecimento. auto-conhecimento. limites. ano de abrir os olhos, de ouvir, principalmente a mim mesma. mudar/abrir a cabeça. aprender. 2010 foi o ano da desconstrução. sim, me desconstrui. a cada pedacinho de prazer e dor, até dos mais fortes eu consegui desmontar. da mesma maneira comecei a minha reconstrução.
quando começou 2010 eu tinha sonhos, vontades, pensamentos até muitos ingênuos e infantis, marca da minha personalidade. quando acabou eu sou mais forte! talvez seja essa a palavra para marcar: força! se é que tem que ter uma palavra, pois tudo que eu escrevo é pouco para o seu entendimento de quem sou eu neste momento.
mas taí, como dos melhores da vida, 2010 marcou e está cheio de regitros, principalmente na pele, na alma e na personalidade. não espere de mim que eu seja a mesma. o movimento é grande demais para eu voltar para o mesmo lugar. e que 2011 venha pra me fazer novamente mergulhar e flutuar. assim seja!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

foco

o que é melhor do que, na hora que aquela fome bate, comer uma pratada de macarrão? tudo bem que o macarrão não é dos melhores, o molho, idem, e a cozinheira... ah, deixa pra lá. o fato é que, sem mãe ou comida 'classe A' por aqui, com frio e pouca grana, me refugio nos estudos, leitura e aprendizado. por esses dias, pijama, cadernos, óculos, canetas, dicionários e laptop estão sendo companhias por todo tempo. foco!
macarrão cozido, metas estabelecidas! foco!
é isso aí, deixa eu ver minha pasta, senão queima. o negócio é foco e não fogo! ts ts

sábado, 11 de dezembro de 2010

solidão

cena 1: sofás pretos de dois lugares cada um, um em frente ao outro. entre ambos um tapete azul marinho quase do mesmo comprimento. no limite do tapete uma 'mesinha de centro' preta encostada na parede branca. as duas janelas de vidro iluminam a sala que tem quase todas as lâmpadas queimadas, exceto duas. no canto esquerdo, entre um sofá e a mesinha, uma 'escrivaninha' com a tevê velha, uma câmera fotográfica, uma latinha de carlsberg vestida de brasil e cheia de moedas recusadas, um chapéu vicking, um óculos de sol dior de 3ovos e um porta retrato dos amigos. na parte de baixo mais algumas tranqueiras inúteis. do lado oposto à mesinha e uns dois passos pra fora do tapete, uma mesa com pernas de metal trançadas e tampa de vidro redondo. cadeiras desarrumadas e brancas e algumas roupas e pastas sobre elas. sobre o vidro, desde hidratante e guia de compras até guarda-chuvas e tampa de iogurte.

cena 2: sobre o sofá alguém de pijamas novos, comprados nesta semana. blusa de frio cinza escrito 'love' de mangas arregaçadas e calças xadrez cinza, rosa claro e cáqui. celulares, tesoura, bowl ainda sujo de um miojo na manteiga e ervas recém comido, carregador do notebook e algumas roupas. o limite de cada um desses objetos se confunde ao início de outros. no ar algum som vindo de um karaokê, gritos vindos de pessoas que passam pelas ruas, carros [em sua maioria táxis], e de dedos digitando. de tempos em tempos uma música abafada e desconhecida do fone acoplado ao notebook em frente ao meu.

o mundo pára! acontece!

é assim! o inverno chegou, os amigos se foram, a família está longe! o emprego não chega, as aulas não são, as baladas não estão, o dinheiro não tenho. a tentativa de ser o que era foi frustada e me descanso do descanso em casa. eis a solidão!
ela, que desmorona, afunda pelo colchão e abafa sob o endredon. ensurdece e enlouquece, porém, também enobrece.
tentando fugir ou gritar dias difíceis alguns loucos [ou amigos.rs] sempre socorrem. entres letras e frases ouvi dizer que a solidão é necessária, pode ser bela e boa, e que só nos conhecemos quando por ela passamos, entendemos, superamos e incorporamos algumas de suas nuances. talvez seja pura verdade, talvez seja impossibilidade, talvez algo que a literatura admira e por isso é dito.
de fato quando estamos com a presença da solidão o mundo silencia apesar de continuar a girar. o que é de fora, como tudo o que foi descrito nas duas cenas no início deste post, é importante, embora não faça a menor diferença. a voz pode falar, gritar, chorar ou sorrir que tudo é em vão. até o sorriso pode existir, os cabelos pentear, mas quando está dentro da gente, nada disso é de verdade. talvez por isso a necessidade de encarar, curtir e aprender com ela.
válida enquanto sabida e enfrentada, difícil tarefa para quem tem medos. agora é a hora! o corpo vai e vem onde tem os seus deveres, o coração palpita como sempre ou como nunca, a cabeça cansa no descanso. a vida é linda, os dias são comuns apesar das lições de mundo a cada instante. dublin também é isso!

[pra quem acha que estou triste, leia direito;
pra quem acha que estou feliz, conhece-me!;
para os verdadeiros amigos, o tempo é dono dos sentimentos, mas a distância é dona do tempo].

meus ais daqui, de um dia quente de inverno rigoroso. o orgulho de si mesmo, tendo conhecimento de causa e consequência é o melhor dos prêmios!