quarta-feira, 1 de abril de 2009

GABO joga a toalha depois das memórias de suas putas tristes

gabriel garcía márquez, o queridinho nobel de literatura de 1982, fecha a conta e passa a régua. a causa desta infelicidade? além das 82 primaveras do escritor, um câncer linfático que faz com que o colombiano deixe de registrar seu mundo imaginário.
 



jornalista e escritor, fez de macondo o mundo das mais diversas possibilidades e banalidades, tornando o improvável, comum, por meio de um emaranhado de histórias e personagens familiares e homônimos no célebre e discutido livro, cem anos de solidão (1967). vale acompanhar-se de uma folha e canetas coloridas ao ler o livro a fim de desenhar a árvore ginecológica / pausa - [eu me permiti brincar.rs.] - volta / uma árvore genealógica para melhor entendê-lo. vale despender tempo e 'saco'. no fim, quem lê, gosta, ou não entende e finge que gosta.
as putas tristes em memória, ou memórias de minhas putas tristes (2004), como intitulado seu último livro, no qual eu adorava brincar com o título, são, diríamos, mais comuns e terrenas. ele brinca com seu passado e aventuras, provocando sentidos escondidos, perfumes velados, e o despudor presente no leitor. no romance, dedica um carinho insuportável por uma adolescente virgem.
ao ler, as sensações de nojo se confrontam às de vontades e respeito. as de raiva e incompletude, às de ternura e amor sincero de um personagem com o nonagésimo aniversário recém completo. 
gabo vale para entendimento e viagem de vida. imaginativo e simplista. se tantos anos de solidão se dão entre a infinidade de personagens do livro, as putas em suas atitudes se caracterizam menos do que o peso que os seus títulos carregam.
pena que parou. mas pelo menos a minha lista de leitura do autor não será mais infinita [brincadeira!]. porém, garcía márquez, ainda dá pra desistir.

primeiro de abril

nem tava procurando, mas achei.
e todo ano é a mesma coisa, uma tiradinha aqui, ali. 
olha a tirinha.
:S





 méritos de drpepper



improvável

o tempo ocioso, por vezes, me é um presente.
e entre o tic-tac incessante dos intermináveis dias a procura de coisa alguma, algumas coisas eu encontro. 



os tchucos gatitos da vez são da cia. barbixas de humor, que têm obtido sucesso com o, assim dizer, espetáculo, intitulado improvável, caracterizado pelo jogo constante de imitações improváveis.

sorteador- rafinha (cqc)
convidado do dia- marco luque (cqc)

a sacada da galera é deixar que/fazer com que o público participe sugerindo personagens, locais, palavras, entre outros. os desafios são constantes e ao mesmo tempo o jogo não deixa de ser uma brincadeira. 
um imagem/ação adaptado para os palcos paulistas que tem ganhado o gosto do público. e o meu! quem ganha o jogo? isso vai depender do seu senso de humor.


terça-feira, 31 de março de 2009

secrets à la poulain

maluca ou excêntrica? banal ou minimalista? suburbana en france ou impossível? amélie, é ela, já que é a escolhida para ilustrar o blog, é também a personagem que abre os meus comentários, que carrega de conteúdo o emaranhado de letras aqui presentes.


fora da casinha é a expressão que enche de sentido aquele que assiste à danada amélie (audrey tautou) pela primeira vez no suntuoso filme 'o fabuloso destino de amélie poulain'. mas, calmaê, isso não quer dizer que ela seja assim. 
doente na vista de seu pai, estranha para aqueles do bar onde trabalha, encantadora para nino quincampoix (mathieu kassovitz)- seu affair, genial, na minha opinião.
nos meus poucos dvds, a francesinha brega e mignon de composição, leva à tevê muito mais que uma historinha de romance em tons pastéis. emaranhada nas mínimas histórias que ela mesma constrói a fim de fazer-se feliz, amélie encanta por sua tenacidade e efemeridade, construindo e desconstruindo o mundos das simplicidades e dos sorrisos. 
as angulações de câmeras, as gruas, as movimentações de imagens levam a quem assiste uma proximidade e quase participação com o filme. as cenas na banca de vendas, na moto, em frente ao bar marcam, assim como tantas outras, a passagem de amélie poulain por nossos olhos e se fixam no imaginário. 
uma palheta de cores e sabores, de possíveis cheiros e tons que fazem dos 'biquinhos' franceses, os mais prazeroso sons de 122 minutos de filme. foi e sempre é uma delícia estar com amélie poulain. 
2001-francês-direção-de-Jean-Pierre-Jeunet

segunda-feira, 30 de março de 2009

putz!

abandonei, pois morri. retorno numa renascença morta e mórbida por hoje. o que passa aqui em frente é letrado não como canção, nem cotidiano. vai, pois, por análise bestial ou crítica mesmo. 
depois de minha morte por quase um interminável ano, cá estou. voltei!
não precisa esperar o melhor, somente veja depois de hoje o que vem. pode ser bom, pode ser efêmero ou charmoso. capaz de ferir o próprio sangue ou eleger uma imposição. pode nascer do preconceito, pular da infantilidade para essas linhas ou negar a realidade com a mesma prolixidade de agora.
bem, para os que querem assim, recomeço a visitar o meu próprio blog. 
porém, se for pra perder minutinhos, visite o humortadela ou o senado brasileiro. aqui é para quem quer no mínimo pensar, ainda que seja em futilidades.
um super beijo e...
... adentre-se.  

quinta-feira, 24 de julho de 2008

em tempo que nasce

enquanto masco um pouco, puxo um pouco do chiclete com os dedos. dados momentos. boca abre e fecha e acabou.

blá blá blá

meuseusmeusais começa agora.
agora.
piscou!
começou.