terça-feira, 2 de março de 2010

quatro dias para o tchau douradense

assim, faltando pouco para deixar de ser presente na portelinha, hoje acordei meio bemol. de café tomei um pouco de sonolência e solidão, de almoço comi uma ligeira presença da cris, dedê e lou, família querida e importantíssima na minha vida. carreteiro também fez parte do cardápio, numa ligeira passada de 10 minutos pela mesa. é, eu estava atrasada.
chegando no trabalho, entre os empenhos diários, abri páginas de interesse pessoal. surpresa? um depoimento que se verteu em lágrimas sobre o teclado que agora digito. autora? ana flávia fernandes, ou flavitcha, como gosto de chamar. alguém de quem me orgulho ter conquistado a amizade, alguém em quem confiei as mais idiotas e sinceras gargalhadas e histórias, mas também momentos de suma importância pra minha vida. digo mais, talvez nem ela saiba o quanto foi importante. uma amiga que eu não tinha a esperança de conquistar, e conquistei.
prestes a sair embora das terras guarani-kaiowás, vejo que muito mais do que eu esperava, consegui. talvez muito mais do que eu merecia.
a dor de dar tchau vem chegando enquanto eu tento me dopar acumulando carinho e as imagens de grande amigos.
Obrigada, Flávia!

segunda-feira, 1 de março de 2010

a louca decisão de ir para dublin

tá certo. a vontade sempre esteve no meu coração e meus olhos sempre brilharam quando via que a história do mundo poderia me ser contada pela experiência. assim, o mundo pra mim sempre foi produto de deslumbre, curiosidade e felicidade.
europa, como continente velho e rico, cheio de suas línguas, cores, humores e sabores me despertou paixão desde a primeira vista. fui aprender a itália dentro dos livros. o próximo passo foi a frança, pedaços de espanha, bélgica, suíça e tudo que as folhas impressas e a internet me conseguiram ensinar. talvez um pouco menos, aquilo que eu pude e quis aprender.
tudo isso me felicitou, ainda sim não bastou.
a necessidade do idioma inglês e a vontade de experenciar uma vida noutro mundo me fizeram refém por cerca de três anos. calada, o fermento foi fazendo desse desejo um plano silencioso. a oportunidade surgiu como forma de derrota para uns, pois a decisão de largar tudo e correr para uma nova vida na europa surgiu após eu perder um dos meus empregos. _perdi, pensei! logo me acordei na possibilidade da realização desse sonho. _agora é a hora, disse! mãos a obra.
com o acordo entre família, apoio dos pais, irmãos e amigos, e desacordo de outros que temem pela incerteza, decidi, paguei a primeira parcela do pacote e fechei os planos na cabeça. saí do outro emprego (que tarefa difícil), me desliguei dos contratos de moradia e botei tudo à venda.
virginiana é assim. enquanto não sabe o que quer é levada pelo vento, mas quando decide, é ponto final. e que venham as reações ou consequências.
decidi que iria para a irlanda na quinta-feira de carnaval e na sexta-feira já estava com as malas prontas para o carnaval de despedidas (afinal o ano que vem não estarei aqui). no sábado, a música e a cerveja comiam soltas em bonito-ms.
a cabeça ainda a mil³, as decisões ainda não fechadas e a exposição dos meus planos aos amigos da 'portelinha' (amigos do peito com os quais eu moro e deixarei de morar ainda essa semana) após a semana da carne. dias de desligamento, de adeus de mim para dois anos que conquistei marcas de pessoas realmente especiais para a minha vida. foi festa por aqui, foram curiosidades por ali, dor aqui e ali, mas sobretudo redescobri o quanto essas pessoas são e foram importantes para mim. a dor passou. a força deles me leva a cumprir essa tarefa que sempre achei que pudesse ser meu destino.
e agora é assim. de hoje até o tchau geral são seis dias. vou-me embora para uma passárgada distante. meus pais vêm me buscar e me levam até o esperado dia de embarque para dublin. daqui até lá cerca de dois meses e meio, no máximo três. isso porque ainda não fechei a data de embarque.
com o coração apertado deixo amigos e irmãos que me conquistaram e que ganhei, mas o mesmo aperto também me enche de esperanças, planos e vontades ...
aos que ficam, obrigada por terem sido amigos, parceiros, irmãos... estão, um por um, escritos no livro da minha história e marcados no meu coração.



uma ilha chamada irlanda

destino?




irlanda, a ilha ao lado ali do reino unido. terra do u2, do trevo da sorte, de gnomos, do temple bar, da banda the corrs e.. meu futuro país de morada. cidade, dublin.
organizando as finanças, as certezas pra esse passo inesquecível da minha vida, a casa.
já já tem mais novidade e pormenores desta decisão tão louca e ao mesmo tempo apaixonante que tomei.

té mais


sábado, 26 de dezembro de 2009

silenzi

per un po´oggi ho pensato nella vita. prima in quella che mi trasforma un buio in sorriso come col viso chiaro, capelli biondi ed occhi azzurri.
ho pensato negli amori impossibili, nella differenza tra felicità e corpo. nella prossimità tra felicità e corpo. come ogni cosa è lontada e allo stesso tempo necessaria.
ho cercato in susana tamaro 'va dove ti porta il cuore' una parola per buttare via quello che non ce ne ha nel mio cuore. forte anche non lo so dire, spiegare quello che esistere o lascia esistere dentro il petto e la testa.
le parole si nascondono indietro l´apparenza, la birra mi fa un bacio senza sapore. 25 anni senza una metta, senza un prossimo accanto a me. per un po´oggi ho pensato nella vita.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Já recusou uma sacola plástica hoje?

a campanha é do movimento planeta sustentável que pretende diminuir a emissão de lixo de sacolas plásticas no brasil.
faça sua parte, recuse e clique!





sexta-feira, 17 de julho de 2009

minha primeira lição

atrás de quem estaria aquele 'a' com de cor forte e densidade neutra? atrás de quem? a certeza é que ele não parava de dançar na folha rosa e eu me diverti. olhei calmamente aquela criatura que por nome de vogal podemos identificar, depois de encaixar os óculos onde são realmente úteis e, dessa maneira, pude ver que não era apenas um. lá estavam os dois 'as' que naquela situação, em minúsculas, parecia um só. só então pude ver que os gêmeos dançantes estavam abraçados pelo 'n' da minha mãe. o que esse ‘n’ fazia ali? antes era apenas um ‘a’ dançante. a música parou, ou pelo menos, o ‘a’ acomodou-se junto daquele ‘n’. de certa forma o ‘n’ era a desculpa para separar e unir os dois ‘as’. separando-os dava a possibilidade de formar novas palavras, unindo-se descobri aquele nome cheio de poesia e música. era sim o nome dela. ana, em fôrma e caixa baixa, me mostrando pela primeira vez atrás de lentes oculares um nome maternal e divertido. descobri sim, como era que chamavam minha mãe, nasal e carinhosamente. assim ganhei o meu primeiro palíndromo. ana foi o início de tudo, justo quando abri os olhos para ver o mundo. palindromicamente falando, ana nasceu depois das lentes dos novos óculos que ganhei. e nem parece que perdi tanto, pois ainda lembro daquele ‘a’ se mexendo e remexendo na folha rosa com letra mini, querendo dizer que não queria ficar só por ali. meu ‘a’ aquietou-se depois disso, mas disse que não quer ficar só por aqui. não custa se enrolar com outras letras para me divertir novamente.



Pseudônimo Ornella França

quinta-feira, 16 de julho de 2009

generación y

o primo de uma amiga da sobrinha da vizinha da irmã do secretário amigo do meu pai certo dia falou a ele um nome com a letra 'y' e depois disso minha vida mudou. tá, eu nem tinha nascido, mas determinou o meu nome e da minha irmã, marcados com a chamada 'i grega'.

e o que tem a ver? nunca, na verdade, teve sentido algum, mas senti orgulho do 'y' presente em mim quando tomei conhecimento deste blog by cuba. hecho en cuba, desculpa! generación y é um presente pra quem já ouviu falar no barba branca fidel castro, no cabeludo revolucionário, no xadrez e nos mitos de la habana e da ilha pedida. por trás da literatura, vidas. dale dale.




a quem gosta de i grega ou i em contra-mão, basta clicar em http://desdecuba.com/generaciony/.
abrazos. ops!
hasta pronto!